• Dez
    • 27
    • 2012

Vem aí a Troika! Tudo sobre o jogo de tabuleiro inventado por quatro portugueses

i-Online
Dezembro 27, 2012
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Dois professores do Instituto Superior Técnico, um aluno e um engenheiro resolveram criar um jogo de cartas em que o objectivo é reunir o máximo de dinheiro até chegar a troika. Seguem-se adaptações para a Grécia, a Espanha e a Itália.
Apesar de todas as possibilidades que o universo em causa oferece, Pedro Santos e Carlos Mesquita estavam cheios de certezas: o desejo era fazer um novo jogo de tabuleiro que espelhasse o período conturbado que antecedeu a chegada da troika, dos malabarismos de José Sócrates aos submarinos de Paulo Portas. “Somos todos game geeks, pelo menos uma vez por semana é normal encontrar-me com o Pedro para jogar”, diz, aos 48 anos, o engenheiro de Gestão Carlos Mesquita. Pedro Santos, com 44 anos, além de passar o tempo livre a dar cartas e a lançar dados, é professor no Instituto Superior Técnico (IST) e especialista em desenvolvimento de jogos. “Tudo começou numa perspectiva de fazer uma coisa divertida e acabou por se tornar mais séria”, indica Pedro. No IST estabeleceram base e encontraram em André Pereira, estudante de doutoramento, e Marco Vala, professor do departamento de Informática, novos aliados para um dos maiores sucessos deste Natal. Num ano e meio criaram a empresa Tabletip Games e um primeiro jogo de cartas, o mordaz e estratégico “Vem aí a troika!” As cartas podem parecer inicialmente complexas e os objectivos dos criadores dúbios, por isso siga-nos neste guia para um jogo de contas nem sempre certas.
    • Dez
    • 15
    • 2012

Vem aí a Troika!

Visão Online / 2012-12-15

Calma… desta vez é só um jogo de tabuleiro.
Não sabe o que há de oferecer no Natal? E quer oferecer um presente que faça a diferença? Eis uma sugestão que vai dar que falar, o primeiro jogo de tabuleiro da Tabletip Games Vem aí a Troika! Era uma vez na Portugalândia.

A empresa portuguesa, criada por Pedro A. Santos, Carlos Mesquita, Marco Vala e André Pereira, nasceu este ano, em pleno cenário de crise. A conjuntura e a Troika não os assustou, pelo contrário, inspirou-os no desenvolvimento deste original jogo de cartas, que decorre num país chamado Portugalândia…

“Cada jogador representa um mais ou menos obscuro grupo de interesses que através de manipulação política, social e económica, tenta ganhar poder, votos e dinheiro. Ganha o jogador que obtiver mais pontos criando a sua teia de influências, gerando consensos políticos, vencendo eleições, acumulando dinheiro e títulos de depósito em paraísos fiscais (offshores).”

Em traços largos, é esta a descrição feita pela Tabletip Games, deste jogo onde a caricatura, o humor e a sátira estão presentes, mas que não deixa de lado a reflexão sobre a situação de Portugal e dos portugueses.

Quem consegue levar o País à falência?

 

Ler mais: http://visao.sapo.pt/vem-ai-a-troika=f702426#ixzz2IS6br0lI

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    • Dez
    • 08
    • 2012

«Vem aí a troika!»: o jogo que leva o país à falência

TVI 24 Online
2012-12-08

Garantem os criadores deste jogo de cartas que alguma semelhança com a realidade é «pura coincidência». Será mesmo?

E se tivesse, você mesmo, a oportunidade de levar o país à falência? Seja como uma vingança ou, simplesmente, para saber como se faz? Portugalândia: nesta «terra», a ideia é mesmo essa.

O jogo «Vem aí a troika!», à venda a partir desta segunda-feira, convida-nos a fazer essa experiência: «Estás farto de ficar a ver submarinos com o dinheiro dos teus impostos? Farto de ver o nosso dinheirinho a ir para a conta dos primos e dos amigos do peito?Chegou a tua vez! Agora também tu podes levar o país à falência».

Um jogo em jeito de «sátira», conforme explicou à Agência Financeira Carlos Mesquita, da Tabletip Games, uma editora de jogos de mesa portuguesa, criada este ano.

A conjuntura foi um grande empurrão para esta estreia: «A ideia surgiu à volta de uma mesa de jogo, como não podia deixar de ser. O momento político e a sequência de eventos levou-nos a querer satirizar a situação, como forma de conseguir atrair a atenção, usando o lado lúdico para chamar a atenção para o lado sério da questão».

Ora, mas porquê apostar na habilidade para levar um país à falência, provocar a vinda da troika e deixar a fatura para os outros pagarem e não o contrário, isto é, tentar salvar o país, evitando a entrada de FMI & companhia? «A componente didática e séria do jogo é passada com humor, pelo menos é isso que esperamos. Que as pessoas joguem, se divirtam, mas também, ao jogar na Portugalândia, que reflitam sobre a situação do seu próprio país e o que levou a ela». O jogo subverte a lógica. Propositadamente.

E vai mais longe, querendo aquecer o debate à medida que o jogo avança, uma vez que «os grupos representados são muitas vezes caricaturados, mas é mesmo essa a ideia – muitas vezes provocar, para que haja polémica e discussão». O jogo de tabuleiro é apenas o ponto de partida para a reflexão à mesa.

Vamos, então, jogar: há 42 cartas de grupos de influência, 8 cartas de líder (cada pessoa fica com uma), 16 cartas de evento, 24 cartas de dinheiro, 12 cartas de títulos de depósito.

«Cada jogador manobra a sua rede de influências para ganhar poder, eleições e extrair dinheiro dos grupos que controla. Ganha o jogo quem conseguir juntar mais poder (nos grupos que controla), ganhar eleições (e logo ser Governo) e dinheiro em títulos Offshore», esclareceu Carlos Mesquita.

Para além do inevitável «Banco da Portugalândia», existem bancos «mais ou menos honestos» e não podia faltar o «Banco para Negociatas» (BPN). Há a carta dos (dis)funcionários públicos e a dos agricultores subsidiados. Também há uma dedicada aos clubes de futebol.

A carta «A Dama de Ferro» lembra Manuela Ferreira Leite; «O Engenheiro», José Sócrates. E por aí fora.

O objetivo é então – e antes que a troika chegue – ganhar eleições, estabelecer uma rede de influências e, claro, levar o dinheiro para paraísos fiscais. Alguma semelhança com a realidade? «Pura coincidência», diz o vídeo promocional.

Depois de «muitas horas de trabalho» ao longo de mais de um ano, num investimento que, no total, deverá ultrapassar os 10 000 euros, eis que o «Vem aí a troika» veio mesmo. Está à venda no El Corte Inglés, Fnac e no site jogonamesa.pt, por 18,90 euros.

Na manga, está já um novo jogo – «Apertem os cintos: a Troika já chegou!». A Tabletips Games levanta o véu: «Só podemos dizer que depois da vinda da Troika, as regras são outras». O segredo é a alma de qualquer negócio.

 

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    • Dez
    • 06
    • 2012

«VEM AÍ A TROIKA!» ou como fazer um jogo de cartas com humor

Canal Superior
Por Aline Flor
2012-12-06
Um grupo de apaixonados por jogos criou o «Vem aí a Troika», onde o principal objetivo é levar o país à falência.

 

O jogo só termina quando o país vai à falência ou quando a Troika finalmente chega. «Vem aí a Troika», criado pela Tabletip Games, joga-se à volta da mesa e deixa-te vestir o papel de um grupo de interesse que tenta controlar a «Portugalândia» para ganhar dinheiro e conseguir enviá-lo para offshores antes que chegue a Troika.

Pelo meio, tens que fintar grupos como os «Desempregados indignados» ou a «TV irritante», e esperar que não te calhem problemas como escândalos com «Meninas boas», que te impedem de ganhar as próximas eleições. Tudo isto com muitos «mega euros» à mistura.

O jogo foi criado por um grupo de amigos, quase todos ligados ao Instituto Superior Técnico, que decidiram criar uma sátira à sociedade portuguesa que, ao mesmo tempo, promovesse o convívio entre os jogadores. «Todos nos gostamos de jogos de tabuleiro e de cartas, é divertido quando as pessoas estão à volta da mesa», explica Carlos Mesquita, um dos criadores do jogo, ao Canal Superior».

A ideia nasceu no ano passado e deu origem à Tabletip Games, uma empresa dedicada, pelo menos para já, apenas aos jogos de tabuleiro. Apesar de quase todos os fundadores estarem ligados à informática, passar os jogos para uma versão online «não está fora de questão», mas não faz parte dos planos para já.

O que está dentro dos planos é, durante o próximo ano, desenvolver um novo jogo, «depois de a Troika chegar». Os corruptos terão que fazer algo como proteger o dinheiro que têm nos paraísos fiscais, mas Carlos Mesquita afirma não haver nada definido para o novo empreendimento.

Entretanto, o jogo lançado esta semana já faz furor: as primeiras caixas enviadas para um dos primeiros pontos de venda, o El Corte Inglés, «voaram das prateleiras», orgulha-se Carlos Mesquita.

campanha levada a cabo no site de crowdfunding PPL também bateu recordes: de acordo com a nota divulgada pela Tabletip Games no Facebook, o «Vem aí a Troika» foi o projeto mais rápido a atingir os 100% do financiamento proposto (em 11 dias), o projeto que teve a maior percentagem de apoio de sempre (204%) e com o maior número de apoiantes de sempre (120).

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    • Nov
    • 30
    • 2012

Qualquer um pode levar o país à falência

Expresso Online
2012-11-30

Agora, qualquer um pode levar o país à falência, que alguém há de pagar. Este é o lema do novo jogo de tabuleiro ‘Vem Aí a Troika!’, que será lançado dia 3 de dezembro.

Criado pela empresa portuguesa Tabletip Games, o jogo tem como palco um país chamado Portugalândia. Nesse país, existem líderes corruptos e incompetentes, interesses financeiros obscuros e grupos de interesses que se estão nas tintas para o país, provocando a bancarrota do Estado e a vinda da troika.

A empresa avisa, no entanto, que qualquer semelhança com factos, entidades ou pessoas reais “é mera coincidência”. O objetivo do jogo é criar uma teia de influências, vencer eleições e colocar o máximo de dinheiro possível em paraísos fiscais.

“Cada jogador representa um mais ou menos obscuro grupo de interesses, que através de manipulação política, social e económica tenta ganhar poder, votos e dinheiro”, explicam os criadores de ‘Vem Aí a Troika!’.

Ler mais: http://expresso.sapo.pt/qualquer-um-pode-levar-o-pais-a-falencia=f770671#ixzz2JlVKfSuS

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